Ontem mesmo eu tinha a intenção de escrever aqui, aí acabou dando preguiça e eu deixei pra hoje. Tinha tudo bem estruturado pra um post sobre a música e tal, e pensei que não ia mais vir na cabeça do jeito que eu estava pensando ontem. No fim, veio quase tudo igual. Tive muitas experiências com isso fazendo músicas. Quando a música já estava quase toda pronta, eu a tocava no violão umas 15 vezes, pra não esquecer. Não sei por que nunca gastei míseros 10 reais pra ir ao camelô e comprar um gravadorzinho. Enfim, dias depois, quando eu ia tocar a música, óbvio, eu esquecia. A música sim, acabava saindo, as vezes melhor, as vezes pior do que eu tinha planejado, e sempre com alguma coisa diferente. O interessante da criação é isso. O novo. Hoje vejo que era bacana não gravar meus ensaios e músicas em composição, pra poder recriá-los com alguma coisa diferente, quem sabe alguma coisa que estava faltando na primeira vez.
Sobre esse tentar várias vezes, lembrei de uma artista (musicista, poeta, defensora das causas naturais, meio Phoebe Buffet do friends) que tem mais ou menos esse estilo. A Jewel. Conheci a música da Jewel pela minha irmã, isso a mais de 10 anos atrás, quando trouxe pra ela dos EUA o CD (ainda desconhecido no Brasil) “Pieces of You”. Tratava-se de uma garota de 19 anos que fazia músicas simplesmente pra ela, violão puro, simplicidade, limpeza sonora, músicas provavelmente sobre supostos amores passados. Lembro que em 1998 essa menina já era conhecida no Brasil e já tinha alguns seguidores, dentre eles algumas amigas minhas da classe. Ela lançou o álbum “Spirit”,disco que consagrou sua ainda pequena carreira. E assim deu-se. Ela, rodou o mundo inteiro praticamente, tocou em tudo que é lugar, e nunca deixou esse estilo “menina maluquinha” de ser, sempre irreverente, e dando opiniões um tanto excêntricas. Pra mim, bom, eu já tocava violão nessa época. Lembro-me de ter feito duetos memoráveis com minha irmã, ou incluir alguns sucessos do “Spirit” no meu repertório de “luais”.
Depois disso fiquei muito tempo sem ouvir falar da Jewel. Se não me engano ela lançou um ou dois discos depois disso, sem abrangência mundial que os outros tinham. Então, foi na semana passada, que fiquei sabendo que a moça havia lançado mais um disco, e mais uma vez fui atrás. O resultado é “Goodbye Alice in Wonderland”, que me deixou muito feliz, pois a cada dia, vejo que esses artistas são como nós, carne e osso, e têm os mesmos métodos de composição, a mesma musicalidade. Só muda o endereço. A Jewel, agora um baita mulherão, continuou sempre com o mesmo estilo, a mesma assinatura, porém com alguma coisa diferente. Alguma coisa melhor ali, outra pior aqui.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Jewel!!
Eu vou!
heheh
Postar um comentário