Engraçado como curiosidade deixa as pessoas inquietas. Acho que poderia definir, pelo menos no meu caso, como o sentimento que fica remoendo por dentro, pelo prazo de, até você satisfazer sua vontade, ou em caso negativo, você achar algo mais interessante pra fazer, tornando aquele sentimento puramente obsoleto.
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Acredito que era semana passada, um sábado comum como qualquer outro. Estava eu dando uma caminhadinha no shopping center da cidade, aquela, pra fazer a digestão depois de comer demais. Não sou nenhum grande fã de leitura, e também não gosto de ficar dando voltinhas dentro das livrarias para ficar xeretando ou importunando os vendedores quando meu interesse é puramente especulativo, mas é impossível não prender atenção em algumas coisas. Enfim, entrei. Naquela vitrininha do lado de dentro, livros dos mais demasiados assuntos e gostos, porém todos com algum toque de inquietude. Alguns falavam do santo graal, outros dos templários, mais alguns outros de degustação de vinhos. Devemos dar parabéns às pessoas que fazem as vitrines de livrarias serem algo tão polêmico. Fiquei ali parado. “Putz, como seria interessante um livro para tornar-me especialista em vinhos. Melhor, devo botar meu coeficiente formador de opinião em dia, i.é., botar o raio da leitura em dia, visto que não leio um livro de história faz uns 10 anos....mentira...o último foi o código DaVinci....que deve ter uns 5, ou quem sabe podemos considerar o Monge e o Executivo.....Simeão....Simeão...." O caso é que me deparei com uma pequena estante. Ele estava lá. A maior das inquietudes, o livro que ganha de qualquer um do Donald Trump no estilo “Fique rico em 30 dias” ou “Nós queremos que você fique rico”, ou ainda um daqueles puramente sensacionalistas, tipo, “Maria Madalena a mulher de Jesus”.
O nome era simplesmente “O Segredo”. Nos primeiros segundos, fiquei fitando o tal do livro. A primeira coisa que me atrai num livro é a capa. Estúpido, mas verdade. Se a capa não me atrai, instintivamente penso que o resto não presta. O único que se safou deste julgamento foi “A Riqueza das Nações”, do Adam Smith. Esse também dispensa qualquer comentário. Enfim. A capa de “O Segredo” parecia uma carta, um mapa, com a maneira clássica de fechar (um pingo de vela derretida, e um carimbo). Acredito que seja isso. Mais clássico que isso só escrever com uma pena. O nome do autor era classicamente rabiscado, pra dar aquele ar “cult”.
Me aproximei do livro. E quando percebi já o tinha em minhas mãos, dando aquela olhadinha por cima. Parecia ser um livro de poesia. Um livro que conta alguma coisa que quem está lendo ainda não sabe. Mesmo assim, e não muito apegado, após este evento, acabei saindo da livraria, sem o livro.
Chego em casa, tenho um dia perfeitamente normal, porém na hora de dormir vem a inquietude. “Mas que diabo será o segredo?” Não fazia a mínima idéia que história o livro iria contar, ou que assunto seria. Apenas, que era um segredo. Voltei a dormir.
Dia seguinte, cheguei ao escritório, e na mesa do meu chefe, quem eu vejo. O tal livro. Já era sensação na empresa. E estava naquela fase que todos estão lendo bem no começo, e ninguém consegue citar um comentário decente! Aí sim. A inquietude total, a sensação de estar ficando para trás, de não ter a informação, a curiosidade, o “remoendo por dentro”, a raiva por estar curioso.
Google. Trata de uma tal “Lei da Atração”. Que pode ser interessante. Até se tornar obsoleta.
Acho que o principal ponto é, como devemos reagir à curiosidade, e ao sensacionalismo. No fim, mais um autor rico, e mais um livro que, até pode abrir fronteiras e trazer a grande informação, mas que será esquecido e será obsoleto muito rapidamente, quando um autor ainda mais desconhecido, lançar o livro de título “Eu....”.
Todo mundo vai querer saber o resto da frase.
O nome era simplesmente “O Segredo”. Nos primeiros segundos, fiquei fitando o tal do livro. A primeira coisa que me atrai num livro é a capa. Estúpido, mas verdade. Se a capa não me atrai, instintivamente penso que o resto não presta. O único que se safou deste julgamento foi “A Riqueza das Nações”, do Adam Smith. Esse também dispensa qualquer comentário. Enfim. A capa de “O Segredo” parecia uma carta, um mapa, com a maneira clássica de fechar (um pingo de vela derretida, e um carimbo). Acredito que seja isso. Mais clássico que isso só escrever com uma pena. O nome do autor era classicamente rabiscado, pra dar aquele ar “cult”.
Me aproximei do livro. E quando percebi já o tinha em minhas mãos, dando aquela olhadinha por cima. Parecia ser um livro de poesia. Um livro que conta alguma coisa que quem está lendo ainda não sabe. Mesmo assim, e não muito apegado, após este evento, acabei saindo da livraria, sem o livro.
Chego em casa, tenho um dia perfeitamente normal, porém na hora de dormir vem a inquietude. “Mas que diabo será o segredo?” Não fazia a mínima idéia que história o livro iria contar, ou que assunto seria. Apenas, que era um segredo. Voltei a dormir.
Dia seguinte, cheguei ao escritório, e na mesa do meu chefe, quem eu vejo. O tal livro. Já era sensação na empresa. E estava naquela fase que todos estão lendo bem no começo, e ninguém consegue citar um comentário decente! Aí sim. A inquietude total, a sensação de estar ficando para trás, de não ter a informação, a curiosidade, o “remoendo por dentro”, a raiva por estar curioso.
Google. Trata de uma tal “Lei da Atração”. Que pode ser interessante. Até se tornar obsoleta.
Acho que o principal ponto é, como devemos reagir à curiosidade, e ao sensacionalismo. No fim, mais um autor rico, e mais um livro que, até pode abrir fronteiras e trazer a grande informação, mas que será esquecido e será obsoleto muito rapidamente, quando um autor ainda mais desconhecido, lançar o livro de título “Eu....”.
Todo mundo vai querer saber o resto da frase.