quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Electrotango!

Sim. Um dos ritmos da moda no Brasil é o Electrotango, revelado na abertura da novela das 8. Consiste numa pegada de tango clássico com batidas eletrônicas, vinhetas e samples, tornando a mistura um som experimental lounge.

Meu interesse por esse ritmo se acentuou neste fim de semana quando minha irmã (recém chegada de Buenos Aires) me mostrou um CD que está tocando bastante pra aqueles lados. Era Gotan Project.
Gotan Project é uma mistura de sons, junta com uma mistura de músicos. O grupo hoje vive na França, tem integrantes argentinos, franceses e suíços. Vale conferir o primeiro álbum “La Revancha del Tango”.

Embora tenha gostado mais de Gotan Project, o destaque do segmento é a banda Bajafondo, com o hit Pa Bailar, que todos conhecemos. Achei o clipe muito legal, simples e bem produzido.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Around the world, around the world

Ultimamente as músicas não andam muito tempo nas minhas playlists. Isso é fato. De tempos em tempos eu preciso achar alguma coisa nova pra ouvir. Parece combustível. Paro de ouvir uma coisa, e ouço outra, até que essa outra se esgota e preciso achar algo novo pra queimar.

A dica de hoje é um achado pessoal, que aumenta meu lado eletrônico (que ultimamente tem falado mais alto que o lado banda). Um nome que praticamente começou o movimento eletrônico na Europa, e foi melhorando, se aprimorando, e fazendo muita música boa.

A dupla de Paris, Daft Punk.

Depois de algum tempo sem aparecer na mídia, lançaram um cd ao vivo (Alive 2007) no fim do ano passado, uma apresentação memorável onde eles tocam todos seus sucessos (Around the world, One more time e Television) e algumas recentes muito boas também. O estilo é eletrônico mais pesado, mais repetitivo e mais efeito, e não tanto no estilo Tiesto / Van Buuren, que é mais trance, mais dançante. Esse é mais batida mesmo, mais robô. A qualidade dos efeitos e o visual futurista (se vestem de robô) dão mais vida à música, meio que transportando o ouvinte pra outra dimensão.

Alive 2007 é um álbum completo, daqueles raros que você consegue ouvir inteiro sem enjoar, e ainda te põe pra cima, pronto pra uma balada forte.

Fechando o post, segue a apresentação deles no Grammy deste ano, junto com o Kanye West.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A Fila de Banco

Cada dia que passa fico impressionado com as filas de banco. Um exemplo foi hoje. Infelizmente tive que ir ao banco pagar uma conta que não poderia ter sido paga nem por internet nem caixa eletrônico. Já saí cedo de casa porque sabia mais ou menos o que me esperava. (Um monte de gente tendo que pagar contas e contas, que obviamente não poderiam ser pagas em casa, no escritório, ou até mesmo no banheiro, por um notebook). Mas não foi bem isso que eu vi. Vi uma moça acompanhada de uma criança de colo, que tentava digitar uma senha pra validar uma conta. Acontece que, para se cadastrar uma senha, você não pode, nem repetir números, nem digitar sua data de aniversário, visto que a senha ficaria fácil de se identificar em ambos os casos. A mulher simplesmente não conseguiu digitar uma senha válida, nem 6 números aleatórios que vieram na cabeça. A criança de colo, com razão, começou a ficar impaciente, choramingando, deixando a mãe ainda mais nervosa. Ela digitou números a menos. Depois a mais. Depois não conseguiu repetir a seqüencia que tinha escolhido para confirmar.

Após 20 minutos obstruindo o único caixa da agência, desistiu.

Depois dela aproximou-se uma senhora já de seus 70 anos, para pagar um título de valor de mais de 3 mil reais. Tirou um bolo de notas da sua bolsa, e deu à caixa. O valor sacado era insuficiente para pagamento do título. O caixa tinha contado 2,5 mil. Ela, observada por todo mundo, botou aquele bolo de dinheiro de volta na bolsa e saiu do banco, dizendo que ia voltar ao banco em que sacou o dinheiro para saber o que tinha acontecido. Fiquei impressionado. Depois de ser observada por todo o banco, a senhora simplesmente botou o dinheiro na bolsa e saiu. Seria alvo fácil pra qualquer tipo de assaltante.

Depois essa gente põe a culpa no destino, dizendo que falta de sorte tem na vida. Foi roubada bem no dia que estava com tanto dinheiro na carteira! Que azar!

Após esses dois eventos vi como muitas pessoas ainda estão, ou atrasadas na tecnologia, não sabendo usar os meios eletrônicos para pagar conta. Não ter internet em casa não é desculpa, uma vez que você pode fazer isso no caixa eletrônico da agencia do banco sem pegar filas. Não entender o caixa eletrônico também não é desculpa, porque ao lado dele trabalha uma mocinha ajudando as pessoas com mais dificuldade a fazer as operações.

Onde está o problema?

Na desconfiança do brasileiro. Que tem medo de fazer esse tipo de operação em caixa eletrônico porque acha que alguma coisa vai dar errado. Ou por vadiagem mesmo, simplesmente se recusando a aprender alguma coisa nova.

“Eu sempre fiz assim!”

E no banco também, que no caso da senhora de idade poderia ter guardado o dinheiro dela, para quando ela voltasse, mas não mostrou interesse em resolver o problema. Caso claro de foco no problema e não de foco na solução.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O Penúltimo Dia

Esses últimos dias têm sido um tanto estressantes pra um monte de gente que trabalha comigo. Minha empresa foi comprada no mês passado, e a assembléia dos acionistas é na próxima terça. (19). Depois da terça que vem, o controle acionário já não é dos atuais sócios, deixando o governo da empresa a pessoas que ainda não conhecemos. O que percebi à pouco, é que hoje, Sexta-Feira, é o penúltimo dia, de uma história de 30 anos da empresa que eu trabalho.

É a primeira vez que passo por um processo desses, e é impressionante o poder que uma mudança faz nas pessoas. Parece como uma separação de pais. Até conseguimos incluir algo semelhante no modelo de Kluber-Ross (famosa psiquiatra que criou os cinco estágios do luto).

1. Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."
2. Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."
3. Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem."
4. Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"
5. Aceitação: "Tudo vai acabar bem."

Na verdade ninguém realmente sabe o que vai acontecer nos próximos dias. Existe um monte de especulação, um monte de mentira e um monte de gente opinando sobre o que não sabe (principalmente a mídia). Tem gente apelando pra mãe Diná, tarô, búzios e afins.

Se eu pensar nos estágios, acho que já estou no quinto. Nunca fui muito receptivo à mudanças, mas vejo que agora não tem mais saída. Logo logo, alguma coisa grande vai acontecer, e não penso que será pra pior. Qualquer cenário que me envolver em mudanças neste momento me satisfaz, não porque minha vida está ruim, e sim porque já me sinto preparado. Acho que esse é o essencial. Sentir-se preparado e deixar o futuro agir. Todas as mudanças que ocorreram na minha vida acabaram me causando o bem. Tenho certeza que essa não será diferente.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Why So Serious?

Ontem finalmente fui ver o filme novo do Batman no cinema. Na verdade até nem pensei que ia vê-lo no cinema, visto que minha namorada não gosta desse tipo de filme, e que não costumo ir sozinho no cinema. Fui a convite de um amigo, que acredito que também passou pelo mesmo impasse que eu. Enfim. The Dark Knight é uma continuação do filme Batman Begins, uma releitura mais obscura da história do homem-morcego.

Primeira coisa. Se puder, vá ver esse filme num cinema. Um sonzão de cinema daqueles, é obrigatório. O filme tem tantas explosões e tantos efeitos que ver um filme desse em casa é um desperdício. O som estava tão alto que saí da sala de cinema quase surdo. Sem brincadeira. Parecia que eu tinha recém saído de uma boate.

A história basicamente é Batman x Coringa. Gostei muito da pose e da atuação do Christian Bale, tornando o Batman mais enigmático, mais obscuro e furioso, e com uma voz mais monstruosa. O Batman deixa de ser aquele herói tipo super homem, garanhão, pra ser um cara mais enigmático, mais tenso, mais calculista. Bacana isso. O coringa, interpretado por Heath Ledger, (morto em Janeiro desse ano) é um personagem ainda mais elaborado que o próprio Batman. Vi um coringa mais psicopata, mais assassino, mais vilão, completamente louco e sem nada a perder, e não aquela forma clássica de coringa, piadista demais, com truques ao extremo, meio tanso. Não que eu não goste desse estilo, mas com certeza fica melhor nos gibis e desenhos.

A única coisa que discordo do filme foi a maneira com que a história dos personagens foi apresentada, e, nesse ponto quem era leitor dos gibis como eu deve ter ficado um pouco decepcionado. O Coringa é um vilão que apenas pinta o rosto daquele jeito, e tem cicatrizes, ou de autoflagelação, ou de abusos quando criança. Nada a ver com a verdadeira história, de que ele cai num poço de agentes químicos e sai deformado. Ou o Duas Caras, que na história dos gibis tem ácido sulfúrico jogado em sua face e sua mão esquerda por Sal Maroni.

Nesses aspectos o filme deixou a desejar, mas tendo em linha que esses dois filmes são releituras, com universos diferentes, estes detalhes não importam em quase nada o enredo do filme. O filme é sensacional. Sem dúvida um dos melhores do Batman.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Semente...semente...semente...

Engraçado que, embora esse blog tenha um pouco de tudo, indiquei um álbum apenas uma vez aqui e falei de música muito pouco. Hoje é o dia da vingança.

Cheguei à conclusão que a minha cultura musical vem quase toda da TV.

Mas, não deveria ser do rádio?

Aí que está. Meu interesse no rádio não existe mais, não por ser um negócio obsoleto que não toca músicas on-demand e de baixa qualidade, mas sim, por causa da qualidade das músicas. Acho que as rádios do país nunca foram tão mesquinhas em termos de qualidade e escolhas musicais.

No caso da cidade de Joinville, onde moro, temos alguns exemplos. A rede transamérica, ultimamente tinha um conteúdo tão mesquinho, cheio de piadas infames e sem graça, programas chavões e velhos, desatualizados e sem público alvo definido, que acabou sendo vendida para a jovem Pan, essa que, no meu ponto de vista, ainda sobrevive somente pelo programa Pânico na TV.

Exemplo oposto é a Atlântida. Essa rádio tem um planejamento de mídia interessante, público alvo definido, ações de marketing e propaganda fora da própria emissora. E esse é o problema. Se você tem mais que 16 anos, não ouse ligar a droga do rádio. A programação toda é voltada para adolescentes, com a maioria das músicas apenas de bandas gaúchas enlatadas e produzidas por eles, para ter custos baixíssimos de divulgação, e grandes rendas na venda de cds (já que o artista não ganha nada), como Armandinho, Chimarruts, Ultramen, Alemão Ronaldo e afins. Tirando algumas quem tentam passar uma imagem (ainda que forçada, como Cachorro Grande) ou uma ideologia legal como Cidadão Quem, o resto é porcaria. Os programas também velhos e enlatados, ainda são os que trazem grande audiência. Como o de Everton Cunha, o Mr. Pi. Não posso falar dele afinal eu o ouvia quando tinha 15 anos. Já conversamos várias vezes, e Everton é um cara muito inteligente e simpático, pena é que, não pode usar toda sua criatividade em inovações na rádio. E quem tenta, geralmente sai, caso de Eron Dal Molin, também amigo, que saiu da Atlântida no ano passado. O resto das inserções no meio do dia, são de extremo mal gosto, sem graça, e falta de criatividade.

Ou. Sou eu que tou ficando velho ranzinza. Também avalio essa possibilidade.

Mas, se a causa não for eu, onde está o problema? Na administração. Vejo uma grande perda de potencial criativo e inovador que poderia estar sendo usado em prol de melhorias nessas rádios. Esses recursos humanos que poderiam estar escutando algo novo, se atualizando, conhecendo lugares e culturas diferentes para trazer algo diferente para sua cidade e opinar nas programações e assim trazer tendências novas, novos estilos de música, estão lá, atrás das mesas de som, botando músicas do Armandinho. Semente semente semente semente semente....

Pena.

Quanto à TV? É muito parecida com a rádio, só que aí não vemos só coisas da nossa cidade ou região. Vemos informação do mundo inteiro, e pelo menos fora do Brasil, ainda temos inovação acontecendo na mídia.