segunda-feira, 28 de abril de 2008

Semente...semente...semente...

Engraçado que, embora esse blog tenha um pouco de tudo, indiquei um álbum apenas uma vez aqui e falei de música muito pouco. Hoje é o dia da vingança.

Cheguei à conclusão que a minha cultura musical vem quase toda da TV.

Mas, não deveria ser do rádio?

Aí que está. Meu interesse no rádio não existe mais, não por ser um negócio obsoleto que não toca músicas on-demand e de baixa qualidade, mas sim, por causa da qualidade das músicas. Acho que as rádios do país nunca foram tão mesquinhas em termos de qualidade e escolhas musicais.

No caso da cidade de Joinville, onde moro, temos alguns exemplos. A rede transamérica, ultimamente tinha um conteúdo tão mesquinho, cheio de piadas infames e sem graça, programas chavões e velhos, desatualizados e sem público alvo definido, que acabou sendo vendida para a jovem Pan, essa que, no meu ponto de vista, ainda sobrevive somente pelo programa Pânico na TV.

Exemplo oposto é a Atlântida. Essa rádio tem um planejamento de mídia interessante, público alvo definido, ações de marketing e propaganda fora da própria emissora. E esse é o problema. Se você tem mais que 16 anos, não ouse ligar a droga do rádio. A programação toda é voltada para adolescentes, com a maioria das músicas apenas de bandas gaúchas enlatadas e produzidas por eles, para ter custos baixíssimos de divulgação, e grandes rendas na venda de cds (já que o artista não ganha nada), como Armandinho, Chimarruts, Ultramen, Alemão Ronaldo e afins. Tirando algumas quem tentam passar uma imagem (ainda que forçada, como Cachorro Grande) ou uma ideologia legal como Cidadão Quem, o resto é porcaria. Os programas também velhos e enlatados, ainda são os que trazem grande audiência. Como o de Everton Cunha, o Mr. Pi. Não posso falar dele afinal eu o ouvia quando tinha 15 anos. Já conversamos várias vezes, e Everton é um cara muito inteligente e simpático, pena é que, não pode usar toda sua criatividade em inovações na rádio. E quem tenta, geralmente sai, caso de Eron Dal Molin, também amigo, que saiu da Atlântida no ano passado. O resto das inserções no meio do dia, são de extremo mal gosto, sem graça, e falta de criatividade.

Ou. Sou eu que tou ficando velho ranzinza. Também avalio essa possibilidade.

Mas, se a causa não for eu, onde está o problema? Na administração. Vejo uma grande perda de potencial criativo e inovador que poderia estar sendo usado em prol de melhorias nessas rádios. Esses recursos humanos que poderiam estar escutando algo novo, se atualizando, conhecendo lugares e culturas diferentes para trazer algo diferente para sua cidade e opinar nas programações e assim trazer tendências novas, novos estilos de música, estão lá, atrás das mesas de som, botando músicas do Armandinho. Semente semente semente semente semente....

Pena.

Quanto à TV? É muito parecida com a rádio, só que aí não vemos só coisas da nossa cidade ou região. Vemos informação do mundo inteiro, e pelo menos fora do Brasil, ainda temos inovação acontecendo na mídia.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

As vezes eu mereço engolir o que eu falo...

É. Na verdade o que eu falei pra alguns amigos sobre a tal abertura da Moom com um show do Nando Reis acaba sendo verdade. Minha opinião continua sendo que, um lugar como esse não deveria estar tendo show do nível do Nando Reis. Esperava algo mais como música eletrônica e tal. Na minha concepção, essas casas que cobram preços caros na entrada, deveriam tocar apenas grandes nomes de música eletrônica. Afinal, o cenário eletrônico geralmente custa mais caro que o cenário “de banda”. Pelo menos em cidades pequenas. Em São Paulo, óbvio que é diferente.

Mas agora eles me impressionaram.

Dia 21 de Maio, já confirmado em site oficial, o Nazareth vem tocar em Joinville. Pros rockeiros de plantão, acho que é um dos maiores acontecimentos em Joinville, afinal, nunca veio uma banda dessas por aqui.

Dessa vez, eles (Moom) ganharam. Por mais que o Naza esteja uma banda decadente, que só anda tocando em lugares pequenos, sou obrigado a ir só pra ver o Dan McCafferty tocar aquelas velharias que conheço desde pequeno.

Se você for, espere me ver por lá.