
Eu não sabia que o caos aéreo existia. Pensava que todas aquelas coisas que você via na TV eram mídia especulativa, até acontecer comigo.
Pra começar a conversa temos que entender a triste realidade das nossas companhias aéreas no Brasil. Temos TAM e GOL, que ocupam lugar de espaço, e aparecem na mídia, e depois temos uma série de outras colocadas nesse ranking, que lutam desesperadas a cada dia, buscando saídas pra sobreviver. Arrisco-me a dizer que, excluindo TAM e GOL, todas têm rentabilidades negativas, e estão fadadas ao fracasso, seja no médio, ou no longo prazo.
Pra vocês terem uma idéia do que estou falando, vamos pegar a companhia que me gerou os problemas essa vez: a OceanAir. Ao invés de termos vôos normais, curtos e sem escala, como São Paulo – Porto Alegre, ou Curitiba – Rio, temos um avião, literalmente caindo os pedaços, que faz Porto Alegre – Curitiba – São Paulo – Rio – Recife. O que acontece nesses casos? Atraso. Óbvio. Um avião que sai do Recife, vai atrasando a cada itinerário, chegando em Porto Alegre com no mínimo 4 horas de atraso. Foi o que aconteceu comigo. Na ida.
Na volta, o pior. Vôo marcado para as 19:20, saindo de POA, pra Curitiba. Depois de 4 horas de atraso, o avião chegou. Na sala de embarque nos informaram que o avião não pousaria em Curitiba devido ao mal tempo. Até aí tudo bem, você só pode culpar a mãe natureza. Fomos para o hotel, de qualidade ultra questionável, situado em frente à rodoviária. Por sorte ainda jantei no aeroporto, porque sei que muitos passageiros ficaram sem janta. Foi servido um sanduíche no saguão do hotel, 1 hora da manhã.
Acordamos, com a premissa que teríamos um vôo marcado para as 9:30 para Curitiba. O que se sucedeu foram mais 2 horas de atraso. O vôo levantou 11:30. Chegando em cima do espaço aéreo Curitibano, o piloto da aeronave percebeu uma falha mecânica. Então, o mesmo simplesmente deu meia volta e voltou a Florianópolis. Chamei a aeromoça para pedir explicações, por a única que tivemos da cabine foi “Uma falha técnica que em nada compromete a integridade física dos passageiros”. Quando você ouve isso, só passa na sua cabeça, que se o comandante fala uma coisa daquela, é sério: “Essa m. vai cair.” Pensavam muitos.
O que de fato aconteceu foi uma assimetria nas asas. O flap que abriria para a pousagem, gerando frenagem do avião não desceu, e assim não poderíamos pousar em Curitiba.
Chegando a Florianópolis, como de praxe, não havia uma viva alma para dar qualquer satisfação. Pessoas gritavam e xingaram, com razão, e a polícia foi chamada para acalmar os ânimos. Muitas denúncias foram feitas à ANAC, o que eu duvido que gere algum resultado.
Por fim, fomos realocados para TAM, e acabei chegando em Joinville às 18:30. Quase 24 horas depois do horário original de saída.
Minha conclusão é que temos muito trabalho a fazer. Botar esse pessoal público (ANAC, INFRAERO) pra trabalhar ao invés de simplesmente ficar atrás da mesa olhando o movimento. Impor multas às companhias, coisa de valores elevados, para que essas empresas sintam no bolso o que fazem com seus passageiros, e não só meros descontos de passagem. É preciso reivindicar, afinal estamos nos nossos direitos....
Mas quem vai fazer isso? Só eu?
Deixa eu voltar a trabalhar....bom final de semana.
Pra começar a conversa temos que entender a triste realidade das nossas companhias aéreas no Brasil. Temos TAM e GOL, que ocupam lugar de espaço, e aparecem na mídia, e depois temos uma série de outras colocadas nesse ranking, que lutam desesperadas a cada dia, buscando saídas pra sobreviver. Arrisco-me a dizer que, excluindo TAM e GOL, todas têm rentabilidades negativas, e estão fadadas ao fracasso, seja no médio, ou no longo prazo.
Pra vocês terem uma idéia do que estou falando, vamos pegar a companhia que me gerou os problemas essa vez: a OceanAir. Ao invés de termos vôos normais, curtos e sem escala, como São Paulo – Porto Alegre, ou Curitiba – Rio, temos um avião, literalmente caindo os pedaços, que faz Porto Alegre – Curitiba – São Paulo – Rio – Recife. O que acontece nesses casos? Atraso. Óbvio. Um avião que sai do Recife, vai atrasando a cada itinerário, chegando em Porto Alegre com no mínimo 4 horas de atraso. Foi o que aconteceu comigo. Na ida.
Na volta, o pior. Vôo marcado para as 19:20, saindo de POA, pra Curitiba. Depois de 4 horas de atraso, o avião chegou. Na sala de embarque nos informaram que o avião não pousaria em Curitiba devido ao mal tempo. Até aí tudo bem, você só pode culpar a mãe natureza. Fomos para o hotel, de qualidade ultra questionável, situado em frente à rodoviária. Por sorte ainda jantei no aeroporto, porque sei que muitos passageiros ficaram sem janta. Foi servido um sanduíche no saguão do hotel, 1 hora da manhã.
Acordamos, com a premissa que teríamos um vôo marcado para as 9:30 para Curitiba. O que se sucedeu foram mais 2 horas de atraso. O vôo levantou 11:30. Chegando em cima do espaço aéreo Curitibano, o piloto da aeronave percebeu uma falha mecânica. Então, o mesmo simplesmente deu meia volta e voltou a Florianópolis. Chamei a aeromoça para pedir explicações, por a única que tivemos da cabine foi “Uma falha técnica que em nada compromete a integridade física dos passageiros”. Quando você ouve isso, só passa na sua cabeça, que se o comandante fala uma coisa daquela, é sério: “Essa m. vai cair.” Pensavam muitos.
O que de fato aconteceu foi uma assimetria nas asas. O flap que abriria para a pousagem, gerando frenagem do avião não desceu, e assim não poderíamos pousar em Curitiba.
Chegando a Florianópolis, como de praxe, não havia uma viva alma para dar qualquer satisfação. Pessoas gritavam e xingaram, com razão, e a polícia foi chamada para acalmar os ânimos. Muitas denúncias foram feitas à ANAC, o que eu duvido que gere algum resultado.
Por fim, fomos realocados para TAM, e acabei chegando em Joinville às 18:30. Quase 24 horas depois do horário original de saída.
Minha conclusão é que temos muito trabalho a fazer. Botar esse pessoal público (ANAC, INFRAERO) pra trabalhar ao invés de simplesmente ficar atrás da mesa olhando o movimento. Impor multas às companhias, coisa de valores elevados, para que essas empresas sintam no bolso o que fazem com seus passageiros, e não só meros descontos de passagem. É preciso reivindicar, afinal estamos nos nossos direitos....
Mas quem vai fazer isso? Só eu?
Deixa eu voltar a trabalhar....bom final de semana.




