
Pra começar, o post vai conter spoiler do dito filme “Perfume”. Se você não viu o filme e ainda quer ver, não leia esse post.
Ontem mesmo, dia agradável, daqueles que de 24 horas, você dorme umas 15, resolvi, acompanhado de minha namorada, colocar no DVD o esperado, e muito comentado filme. O DVD nunca mais será o mesmo. O filme se passa no século XVIII, onde nesce Jean-Baptiste Grenoille, filho de uma mulher que trabalhava num mercado de peixes, numa Europa afetada pela peste. Vale lembrar que, todas pessoas ligadas ao Grenoille acabam morrendo no filme. Isso que podemos considerar pé frio. Mãe: Enforcada porque negligenciou o nascimento do filho (a cena é relativamente forte, porém não muito convincente e bem nojenta). Dona do orfanato pra onde o cara foi: após vender o menino já crescido por uma merreca, é assaltada e morre com uma facada no pescoço. O ogro (não achei palavra mais cabível) para quem o Grenoille trabalhava no mercado de peles de animais: morre atropelado por uma carruagem após vende-lo, por uma merreca para o perfumista. (Isso mesmo, atropelado por uma carruagem). Enfim, o perfumista, vivido por Dustin Hoffman: a “favela” onde viveria um suposto famoso antigo perfumista simplesmente desaba, uma noite após a saída de Grenoille dali. Ou seja, depois de todos estes momentos você já tem na sua cabeça. “Ok diretor, entendi que o cara venceu a morte em todos seus sentidos, seja por sorte ou talento”. Clichê no mínimo.
Vou abrir um parêntesis sobre o Dustin Hoffman. Ator consagrado do cinema americano, tristemente não tem passado de ator coadjuvante em filmes de qualidade questionável, com fotografias e quem sabe roteiros até consideráveis, mas direção e produção horríveis, dignas de cinema lado B. Concluo que, ou ele anda em más companhias, ou já virou carta fora do baralho em hollywood, e está considerado ultrapassado. Lembrando de sua atuação no filme “A esfera”, fico triste em saber onde estão os rumos da carreira desse cara que considero como Pacino, ou De Niro.
Voltando para o dom do Grenoille. O cara nasce com um poder único, que é o olfato, pelo visto melhor que animais, e em certos momentos do filme parece ter um alcance de no mínimo uns 50 km. (nonsense). Sua busca eterna é uma maneira de guardar o cheiro das coisas, coisas aqui, que apenas ele sente o odor, tal como ferro, cobre, gatos e cia. Quando jovem, ele descobre, o perfume perfeito, vindo de jovens virgens e o desejo de manter esse cheiro o faz um maluco tomado pelos experimentos, matando todas as jovens e fazendo perfumes concentrados delas. Ele comete assassinatos em série, por fim matando a bela Laura, filha de um poderoso político. Esse político acaba botando as mãos no nosso.....herói....e fazendo uma que considero a pior cena do cinema. Vou delatá-la:
Grenoille sai do tanque de água, sendo torturado por asfixia, e o pai da guria exclama: ........quando você for morto, todos.....vão...cansar.....de....seus....gritos....e....vão...sair...dali....e....eu....ficarei...perto....de.....você....sentado.....e....caminharei....no.....seu.....sangue....blá.....blá.....
O intervalo de cada palavra é simplesmente patético, e atuação do cara, (com uma paciência de Jó, para uma pessoa que acabou de perder a filha) é digna dessas de novelas da Record. Triste. Muito triste isso.
O filme se encaminha para um final. Grenoille será açoitado até a morte. Porém, quando este é tirado do calabouço, já tem o perfume das virgens em suas mãos, e, hipnotizando tudo e todos, sai como um rei em uma carruagem, chegando ao palco principal e deixando todos de joelhos, sentindo o cheiro do perfume perfeito. Até ali você pensa, “legal, o cara realmente fez o perfume perfeito, o negócio mágico, a droga do amor”. De súbito, as pessoas se entreolham, e pasmem, começa uma “suruba generalizada”. Neste momento o filme já foi por água abaixo. Todo mundo peladão, fazendo.....safadezas. E o pior ainda estava por vir. Quando pensei que não tinha mais como afundar, nossos diretores acharam uma maneira. Grenoille caminha para o lugar onde nasceu, derrama todo o perfume em si, e literalmente, é comido pelos mendigos e maltrapilhos da rua.
Me surpreendi. Quando pensei que o filme não conseguiria terminar pior, errei. Os caras realmente se superaram. Deixaram todas as telenovelas, ficção científica, tudo, no chinelo. Acho que o cinema não é mais como antigamente, onde os corações valentes, ou as asas indomáveis faziam-nos brincar de heróis. Imagino do que as crianças brincam hoje. Certamente não é de espalhar perfume e realizar um sexo grupal em grande escala.
Terminou o filme. O cara foi comido. Dá pra acreditar nisso? O cara foi comido!
Ontem mesmo, dia agradável, daqueles que de 24 horas, você dorme umas 15, resolvi, acompanhado de minha namorada, colocar no DVD o esperado, e muito comentado filme. O DVD nunca mais será o mesmo. O filme se passa no século XVIII, onde nesce Jean-Baptiste Grenoille, filho de uma mulher que trabalhava num mercado de peixes, numa Europa afetada pela peste. Vale lembrar que, todas pessoas ligadas ao Grenoille acabam morrendo no filme. Isso que podemos considerar pé frio. Mãe: Enforcada porque negligenciou o nascimento do filho (a cena é relativamente forte, porém não muito convincente e bem nojenta). Dona do orfanato pra onde o cara foi: após vender o menino já crescido por uma merreca, é assaltada e morre com uma facada no pescoço. O ogro (não achei palavra mais cabível) para quem o Grenoille trabalhava no mercado de peles de animais: morre atropelado por uma carruagem após vende-lo, por uma merreca para o perfumista. (Isso mesmo, atropelado por uma carruagem). Enfim, o perfumista, vivido por Dustin Hoffman: a “favela” onde viveria um suposto famoso antigo perfumista simplesmente desaba, uma noite após a saída de Grenoille dali. Ou seja, depois de todos estes momentos você já tem na sua cabeça. “Ok diretor, entendi que o cara venceu a morte em todos seus sentidos, seja por sorte ou talento”. Clichê no mínimo.
Vou abrir um parêntesis sobre o Dustin Hoffman. Ator consagrado do cinema americano, tristemente não tem passado de ator coadjuvante em filmes de qualidade questionável, com fotografias e quem sabe roteiros até consideráveis, mas direção e produção horríveis, dignas de cinema lado B. Concluo que, ou ele anda em más companhias, ou já virou carta fora do baralho em hollywood, e está considerado ultrapassado. Lembrando de sua atuação no filme “A esfera”, fico triste em saber onde estão os rumos da carreira desse cara que considero como Pacino, ou De Niro.
Voltando para o dom do Grenoille. O cara nasce com um poder único, que é o olfato, pelo visto melhor que animais, e em certos momentos do filme parece ter um alcance de no mínimo uns 50 km. (nonsense). Sua busca eterna é uma maneira de guardar o cheiro das coisas, coisas aqui, que apenas ele sente o odor, tal como ferro, cobre, gatos e cia. Quando jovem, ele descobre, o perfume perfeito, vindo de jovens virgens e o desejo de manter esse cheiro o faz um maluco tomado pelos experimentos, matando todas as jovens e fazendo perfumes concentrados delas. Ele comete assassinatos em série, por fim matando a bela Laura, filha de um poderoso político. Esse político acaba botando as mãos no nosso.....herói....e fazendo uma que considero a pior cena do cinema. Vou delatá-la:
Grenoille sai do tanque de água, sendo torturado por asfixia, e o pai da guria exclama: ........quando você for morto, todos.....vão...cansar.....de....seus....gritos....e....vão...sair...dali....e....eu....ficarei...perto....de.....você....sentado.....e....caminharei....no.....seu.....sangue....blá.....blá.....
O intervalo de cada palavra é simplesmente patético, e atuação do cara, (com uma paciência de Jó, para uma pessoa que acabou de perder a filha) é digna dessas de novelas da Record. Triste. Muito triste isso.
O filme se encaminha para um final. Grenoille será açoitado até a morte. Porém, quando este é tirado do calabouço, já tem o perfume das virgens em suas mãos, e, hipnotizando tudo e todos, sai como um rei em uma carruagem, chegando ao palco principal e deixando todos de joelhos, sentindo o cheiro do perfume perfeito. Até ali você pensa, “legal, o cara realmente fez o perfume perfeito, o negócio mágico, a droga do amor”. De súbito, as pessoas se entreolham, e pasmem, começa uma “suruba generalizada”. Neste momento o filme já foi por água abaixo. Todo mundo peladão, fazendo.....safadezas. E o pior ainda estava por vir. Quando pensei que não tinha mais como afundar, nossos diretores acharam uma maneira. Grenoille caminha para o lugar onde nasceu, derrama todo o perfume em si, e literalmente, é comido pelos mendigos e maltrapilhos da rua.
Me surpreendi. Quando pensei que o filme não conseguiria terminar pior, errei. Os caras realmente se superaram. Deixaram todas as telenovelas, ficção científica, tudo, no chinelo. Acho que o cinema não é mais como antigamente, onde os corações valentes, ou as asas indomáveis faziam-nos brincar de heróis. Imagino do que as crianças brincam hoje. Certamente não é de espalhar perfume e realizar um sexo grupal em grande escala.
Terminou o filme. O cara foi comido. Dá pra acreditar nisso? O cara foi comido!
